quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Realatório mostra que mudanças climáticas forçam migração humana


As mudanças climáticas devem levar até 1 bilhão de pessoas a deixarem suas casas nos próximos quarenta anos, apontou um estudo divulgado nesta terça-feira (8/12) pela Organização Internacional para a Migração (OIM).

O relatório, lançado no segundo dia da conferência climática da ONU em Copenhague, estima que 20 milhões de pessoas já ficaram desabrigadas no ano passado por causa de desastres naturais, que devem se agravar em função das mudanças climáticas. O estudo aponta, também, que a maioria destas migrações é interna ou voltada para países vizinhos, opondo-se à tese de que pessoas pobres afetadas pelas mudanças climáticas se refugiem nos países ricos.

Segundo a OIM, os países pobres correm o risco de serem os mais expostos a estas ameaças. Em nações como Etiópia, Mali, Burkina Faso e Senegal, já são registrados movimentos de populações inteiras por causa da seca, afirmou o relatório.

Nesta semana, a Via Campesina participa das atividades do Clima Fórum, uma reunião de movimentos sociais e organizações não-governamentais paralela à COP-15, em Copenhague. Para a entidade, "está cada vez mais claro que não haverá alternativa para o planeta enquanto perdurar o sistema capitalista. Os povos do mundo ainda buscam consensuar o que será essa nova sociedade sustentável, mas em Copenhague muitas são as forças que dizem abertamente que o único caminho é o socialismo".

Com informações da AFP

Fonte: http://www.mst.org.br/

Postado inicialmente em: http://acebdebate.blogspot.com/

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Professor da UFBA defende tese sobre efeito do manganês na inteligência

O professor José Antônio Menezes Filho, de Toxicologia da Faculdade de Farmácia da UFBA, defende doutorado em Sáude Pública e Meio Ambiente pela Escola Nacional de Saúde Pública (Fiocruz), no Rio de Janeiro, na quinta-feira (10). Na tese "Níveis elevados de manganês e déficit cognitivo em crianças residentes nas proximidades de uma metalúrgica de ligas de ferro-manganês na Grande Salvador, Bahia", ficou constatado que a população de Cotegipe, município de Simões Filho, sobretudo as crianças, tem altos níveis de manganês no organismo. Este metal, um elemento essencial em baixas concentrações, é um potente agente neurotóxico quando em altas concentrações. Na pesquisa ficou evidenciado que este contaminante se origina dos fornos da eletro-siderúrgica de ligas de ferro-manganês às margens da BR 324, no Km 30. Foi observado que os níveis de manganês nos cabelos das crianças estavam associados ao déficit cognitivo, quando ajustados pela escolaridade materna e estado nutricional da criança. Foi também constatado efeito similar no desempenho das mães em um teste de inteligência, independentemente de sua escolaridade, idade e renda familiar. O autor levanta a hipótese de que as crianças podem estar sendo afetadas duplamente, pois o desenvolvimento da criança depende diretamente da inteligência materna.

Fonte: UFBA em pauta www.portal.ufba.br

domingo, 29 de novembro de 2009

BAHIATEC 2009: Feira de Tecnologia & Simpósio Internacional de Inovação

Ocorreu em Salvador nos dias 18, 19 e 20 desse mês de novembro a II edição da BAHIATEC - Feira de Tecnologia & Simpósio Internacional de Inovação tendo como tema o semiárido. Na primeira plenária o Senhor Júlio Rocha, diretor do INGÁ (Instituto de Gestão das Águas e Clima) proferiu a palestra Desafios para a gestão das águas e a sustentabilidade no século XXI. O Senhor Júlio falou do aumento de conflitos pelo uso da água a nível mundial, em seguida destacou a contaminação da água por radiação e o aumento do número de casos de câncer em Caetité - em função da exploração de urânio pela INB (Indústrias Nucleares do Brasil). Ficou claro que segurança hídrica e saúde não combinam com a exploração mineral nefasta que vem se instalado em nossa região. O diretor do INGÁ concluiu ressaltando a proposta do Governo Federal em implantar uma usina nuclear em nosso Estado e dizendo que a constituição estadual ainda proíbe tal implantação.

Na palestra Irrigação localizada (uso eficiente dos recursos hídricos no semiárido) o Senhor Luiz Paulo Heimpel destacou a crise de água que atinge Guanambi, tempo em que atribuiu entre outros fatores agravantes da escassez de água, o sistema ineficiente de irrigação por sulco, ainda muito utilizado pelos agricultores da nossa região.

Na segunda plenária, o tema foi Energias Renováveis e outra vez as cidades da Serra Geral entraram em cena. Na palestra do Senhor Alexandre de Lemos Pereira, ao falar sobre Energia Eólica: potencial e projetos apresentou o mapa eólico brasileiro. Conforme visualizado no mapa a Serra Geral é uma das áreas mais favoráveis a exploração desse tipo de energia. Embora, seja considerada um tipo de energia renovável, a exploração de energia eólica, como qualquer outro tipo de energia, gera impactos positivos e negativos que devem ser cuidadosamente avaliados.

Observamos claramente com a realização desse importante evento que a Serra Geral está nas pautas de discussão dos governos estadual e federal. Infelizmente, não apenas pelo potencial que a região apresenta, mas também, pelos crescentes conflitos de uso da água e da terra que se tornam cada vez mais eminentes em função da truculência de certas empresas e da inoperância do Estado em nossa região.

Salvador, 21 de novembro de 2009

COLETIVO GEIA

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Vazamento em mina de urânio é confirmado em Caetité


Juscelino Souza l Sucursal Vitória da Conquista

O vazamento de solvente de urânio nas Indústrias Nucleares Brasileiras (INB), em Caetité, ocorrido no último dia 28, foi confirmado, neste terça-feira, 10, pela empresa.

A INB informou que 500 litros de solvente extravasaram da unidade de extração de urânio e que foram contidos dentro da área de operação da usina. “Todo esse material já foi removido e o incidente não provocou danos nem aos trabalhadores nem ao meio ambiente”, diz a nota oficial.

A Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) estaria inspecionando o local, de acordo com a empresa.

O acidente não foi comunicado ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), órgão responsável pelo licenciamento da empresa, conforme informou a A TARDE a assessoria de Comunicação da Superintendência Regional do Ibama, em Salvador.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

INGÁ monitora qualidade das águas de Caetité e Lagoa Real





Mais uma campanha de análise da qualidade das águas da região de Caetité foi realizada pelo Instituto de Gestão das Águas e Clima (INGÁ), no âmbito do Programa Monitora. O objetivo é acompanhar a possível contaminação por urânio das águas superficiais e subterrâneas utilizadas para consumo pela população dos municípios de Caetité, Lagoa Real e Livramento de Nossa Senhora, no Sudoeste do Estado.

Nos últimos dias 22 e 23 de setembro, técnicos do INGÁ, junto com o Centro de Pesquisas e Desenvolvimento do Estado da Bahia (Ceped), coletaram amostras de água em 15 pontos utilizados pela comunidade para abastecimento humano nessas localidades, como poços, torneiras públicas, cacimbas onde é extraída água subterrânea, e ainda lagoas e açudes.

O resultado da avaliação será divulgado no final do mês de outubro junto com o relatório da coleta.A coleta foi realizada nos seguintes pontos: município de Caetité; Açude Cachoeirinha, conhecido como Tanque do Governo; Torneira pública (chafariz) de Maniaçu, que abastece o povoado, em Caetité; Barragem Wilson Gouvêa, em Caetité; Torneira pública da Praça de Juazeiro que abastece o povoado de Juazeiro, em Caetité; Fazenda Piol (Caetité); Caixa d’água da fazenda, próximo ao povoado de São Timóteo; Município Livramento de Nossa Senhora, Tanque do Governo, que abastece parte do povoado de São Timóteo; Riacho Lagoinha (Livramento de Nossa Senhora); Lagoa da Ipuca, próximo ao município de Lagoa Real; Próximo ao povoado de Salina; Próximo ao povoado de Goiabeira; margem da Lagoa Grande, em Lagoa Grande; Lagoa Real - Poço tipo amazona (cacimba), em frente ao Colégio Dom Eliseu; em Lagoa Grande; município Lagoa Real - Vila Taperinha de Lagoa Grande; Tanque de armazenamento e distribuição de água à população local do município de Lagoa Real.

A organização não governamental internacional Greenpeace denunciou, em outubro de 2008, que havia contaminação de urânio nas águas na área de influência da mina explorada pela empresa Indústrias Nucleares do Brasil (INB), oferecendo risco de saúde à população. Após a denúncia, o INGÁ tem acompanhado a situação das águas da região, através do monitoramento regular e constante da qualidade da água dentro dos parâmetros de urânio e radioatividade.

Coleta trimestral Desde outubro, foram realizadas seis coletas trimestrais na região, e estão previstas novas campanhas permanentes, dentro do âmbito do Programa Monitora – que avalia a qualidade das águas dos cem maiores rios do Estado. Em todas as campanhas, o resultado mostrou que os níveis de urânio encontrados em um dos pontos são insignificantes, bem abaixo do que determina a resolução de potabilidade 518 do Ministério da Saúde, ou seja, não apresentam riscos à saúde humana. Isto porque o urânio está naturalmente presente no solo da região há milhões de anos.

Segundo Hérica Coelho, técnica de monitoramento hidrológico do INGÁ, os pontos de coleta realizados na campanha foram definidos considerando os vetores de dispersão. “Para este trabalho, foi essencial a análise da direção do vento e o curso da água e ainda a localização das minas de urânio, priorizando o uso da água para fins de abastecimento humano e os resultados das coletas trimestrais”, explica. Para monitorar a qualidade da água da região, o INGÁ coordenou a coleta realizada pelo Ceped.

As amostras de água foram enviadas para o Instituto de Pesquisa e Energia Nuclear (Ipen), que é responsável pela análise e monitoramento para verificação da contaminação por radioatividade dos poços da região. As análises dessas águas seguem os parâmetros de PH, temperatura, urânio total e radiação alfa e beta. De acordo com Maura Pezzato, consultora do INGÁ, a comunidade e órgãos públicos municipais foram essenciais para aprimorar o estudo da drenagem da região e no levantamento da área que recebe a contaminação.

“O monitoramento contou com o apoio das prefeituras, que indicaram os locais, e com a colaboração da população, que auxiliou na procura dos pontos de difícil acesso, além de ser bem receptiva com a equipe”, diz.Novas investigações serão feitas Para aprimorar o estudo das águas subterrâneas de Caetité e Lagoa Real, o INGÁ firmou parceria com pesquisadores da Universidade Federal da Bahia (UFBA) através da Câmara Técnica (CT) Hidro e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ) para a realização do mapeamento hidrogeológico da região de Caetité.

O objetivo é determinar os detalhes dos padrões de escoamento da água subterrânea, que se estenderá ainda por várias regiões do Estado da Bahia. O Governo da Bahia vem adotando uma série de providências articuladas com demais órgãos do Estado para o atendimento das demandas ambientais e de saúde da população de Caetité.

No último dia 1º, foram definidas estratégias e atribuições específicas de ação de monitoramento das águas de Caetité e Lagoa Real envolvendo a participação de demais órgãos do Governo, como IMA, SUVISA (DIVISA, CESAT, DIVEP, DIS e LACEN), SAIS (DAB, Diretoria da Rede Própria), DIRES, EMBASA, CERB, CAR e UFBA.Histórico Diante da denúncia feita pelo ONG Greenpeace que alguns poços de água estavam com concentração de urânio acima dos padrões permitidos pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) e pelo Ministério da Saúde, o Governo do Estado da Bahia, através do INGÁ agiu de imediato.

O INGÁ junto ao Senai/Cetind, realizou a primeira coleta de amostras de água em sete pontos utilizados pela população do município de Caetité, em 22/10/2008, para detectar o excesso de urânio, com a ajuda também do Instituto do Meio Ambiente (IMA). A contaminação foi encontrada apenas no poço 67, situado em uma propriedade privada e utilizado para consumo por cinco famílias do distrito de Juazeiro (Caetité-BA), em período de escassez, não sendo a principal fonte de abastecimento da comunidade.


O poço 67 não estava dentro da relação dos pontos avaliados pelo Greenpeace. Ele foi incluído pelo INGÁ na análise diante do uso da comunidade. O poço 67 foi interditado pela Coordenação de Defesa Civil do Estado da Bahia (Cordec). O motivo do fechamento foi a identificação de urânio acima do recomendado pela resolução CONAMA 357/05, com concentração de quase cinco vezes acima dos limites mínimos permitidos pelas leis federais sobre o tema, representando riscos à saúde humana e ao meio ambiente.


A decisão em suspender o consumo da água deste poço 67, foi tomada como precaução pelos órgãos de meio ambiente e saúde do Governo do Estado da Bahia, que juntamente com a Prefeitura Municipal de Caetité promoveram o abastecimento de água alternativo para a região.O órgão gestor das águas em outras campanhas confirmou que os demais poços não tinham contaminação, assim como na primeira campanha, não tendo nesta oportunidade realizado coleta e análise da água do poço interditado, por este se encontrar lacrado.

Fotos: Maura Pezzato.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Palestra discute Responsabilidade Civil na Sociedade de Risco


A modernidade, as responsabilidades e os riscos da sociedade industrial e a necessidade de adequação das leis que regem os crimes ambientais serão discutidos na palestra “Dilemas da Responsabilidade Civil na Sociedade de Risco”, que será proferida pela doutoranda em Direito Ambiental pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e consultora do Instituto de Gestão das Águas e Clima (INGÁ), Carolina Medeiros Bahia. O evento acontecerá nesta quarta-feira, 28, às 14h, no auditório Paulo Jackson, na sede do órgão, no Itaigara.


De acordo com a palestrante, a sociedade não se dá conta dos riscos que podem futuramente ocorrer e que são desencadeados a partir dos pequenos atos humanos. “A sociedade de risco não tem a preocupação com as consequências que podem ser geradas no futuro, e não pensa nas proporções até que sejam percebidos os danos em nível global. Por isso, é necessário que sejam revistos os institutos jurídicos, em particular a responsabilidade civil ambiental, de modo que possamos punir com mais eficácia todos aqueles que cometam os mais diversos crimes ambientais”, explica.


Sociedade de Risco

O sociólogo Ulrich Beck define a “Sociedade de Risco”como o estágio da modernidade em que as ameaças produzidas pela Sociedade Industrial começam a tomar corpo. É nessa fase que os riscos ambientais podem ser observados como globais. Nessa nova fase, a sociedade não tem a preocupação do tempo, se os danos já podem ser sentidos hoje ou pelas gerações futuras e não questiona a efetividade dos mecanismos de controle, que são as leis que deveriam tornar esses riscos cada vez menores.



INGÁ

Licenciamento Ambiental no Brasil é tema das Quintas Ambientais deste mês


A quarta edição do Programa Quintas-Feiras Ambientais 2009 traz o mestre em Ciência Ambiental pela Universidade de São Paulo – USP, Alexandre Nascimento, dia 29, no Auditório do Instituto do Meio Ambiente (IMA) em Salvador, às 8h30.

Debaterão com o palestrante a diretora Geral do IMA, Beth Wagner e o professor da UFRJ, Carlos Frederico Loureiro, que na ocasião lança o livro, Educação Ambiental no Contexto de Medidas Mitigadoras e Compensatórias de Impactos Ambientais: A Perspectiva do Licenciamento.

Concursos de Artigos – A participação nos eventos das Quintas Ambientais valida a participação no 1º Concurso Estadual de Artigos Técnicos na Área Ambiental, que tem o objetivo de promover e difundir o conhecimento acerca dos temas: Avaliação Ambiental Estratégica; Licenciamento Ambiental no Brasil; Saúde Ambiental – O Equilíbrio do Ambiente como Proteção à Saúde Humana e Gestão Florestal (proteção e desenvolvimento).

O Concurso é parte integrada do Programa Quintas-feiras Ambientais, idealizado pela Diretoria de Estudos Avançados do Meio Ambiente (Deama). O melhor artigo selecionado vai receber o valor de R$ 1.000,00 (um mil reais).

A participação no concurso está condicionada a presença nas palestras realizadas no próprio Instituto.

IMA